domingo, 10 de maio de 2009

Confusão Litúrgica

Essa foi rápida e quase teve conseqüências dignas da Santa Inquisição.
Hoje, Hannah foi à missa com a mãe. Eu fiquei em casa, pois queria assistir à Fórmula I. Não adianta mentir, tudo o que eu faço, Deus sabe.
Antes do final da celebração, durante os avisos paroquiais, Hannah ouviu uma explicação sobre determinada parte da missa e, como teve dúvidas sobre o assunto, virou-se pra sua amiga Duda e perguntou, de chofre:

“DUDA, O QUE É ATO SEXUAL ?”

Ana ficou branca, mas não perdeu o rebolado. Chegou perto da guria e disse ao pé do ouvido:

“NÃO É ATO SEXUAL, É ATO PENITENCIAL ! PE-NI-TEN-CI-AAAAL !!!”

Hannah arregalou os olhos, fechou a matraca e se fingiu de morta...

Deviam mudar um pouco o texto da Bíblia, que ficaria assim:

“Vinde a mim as criancinhas. E a Hannah também...”

Uma Mulher e Tanto !


O BLOG é da Hannah, mas hoje a homenagem vai para a mãe.

Parabéns, Ana ! Ou Xôxa, como alguns a chamam.
Se bem que isso não é mais apelido, e sim um alterego...

Guerreira incansável !

Te amo, sempre !

Seu marido e Senhor da Casa.


sábado, 9 de maio de 2009

Staying alive ! Staying alive !


Rio de Janeiro, 08 de maio de 2009.
Local: Associação dos Funcionários de Resseguros do Brasil (AFIRB).
Evento: Festa BOOGIE NIGHTS, promovida pelos DJ Thunder (meu grande amigo Romano) e DJ Freedom (Adilson, ex-chefe do Romano).
Esse local me traz lembranças indigestas, que podem ser comprovadas no posto do dia 20 de março.
Porém, dessa vez resolvemos levar a Hannah, para não termos dor de cabeça. Ou, quem sabe, termos no local e resolver a questão “in loco”.
Como eu saio do trabalho às sextas-feiras um pouco mais tarde, disse à Ana que fosse antes para guardar lugar e encontrar os amigos que confirmaram presença. Como o local é relativamente próximo, fui a pé para lá.
Deu pra ver que a noite prometia, pois a freqüência estava, como dizem os jovens, “bombando” ! Falei com meu irmão César, que se engalfinhava com um prato de carne seca com aipim, e rumei pro salão. Driblei um, escorreguei entre duas, andei, andei e encontrei a Hannah...

Dançando que nem gente grande no meio da pista !

E como evoluía a menina, parecia uma Travolta de saias ! Escorregava, pulava, trocava os pés, sapateava, enfim ! Uma verdadeira profissional da “disco music” ! Ela não estava nem aí pras pessoas, dançava sua coreografia pessoal e intransferível, num universo próprio, digno de um Oscar de Melhor Coreografia !
Quando ela me viu, pulou de alegria e ensaiamos alguns passos meio improvisados, mas nada com muito compromisso com a cadência e o ritmo. Quem sabe, um dia, nos entendemos no compasso da música.
Pedi licença à minha parceira e fui ter com meus convivas. Hannah ficou lá, em sua dança definitivamente original.
Algum tempo depois, adentrou à pista o “Travolta Cover”, um dançarino que reproduz com certa fidelidade os passos do personagem do filme “Os Embalos de Sábado à Noite”. O homem dançava e era aplaudido efusivamente pela platéia que lotava o local.
Depois de demonstrar sua técnica com os pés, mãos e braços, chamou a todos para uma dança coletiva ao som das músicas eletrizantes dos Bee Gees, Tavares, Yvonne Elliman & Cia. Ltda.

E lá foi a Hannah com a galera !

Ela não se intimidou nenhum pouco, encarou tudo na boa e imitava a coreografia imposta pelo “Travolta” com garra e total concentração.
Lá pelas tantas, quando dei por mim, ela descansava o corpinho no colo da mãe, que me olhava com e dizia silenciosamente: “Tá vendo, puxou o pai !”. Bem, isso não me faz o pior pai do mundo, apenas um dos mais corujas, devido à quantidade de parabéns que recebi pela performance de minha pimpolha.
Hannah voltou à pista logo depois, para continuar a dançar sem compromisso com alguma coisa ou com alguém. Era somente ela.

E ela !

No final, saiu extenuada, mas realizada. Estava feliz por sua atuação e, mais ainda, pelo que aconteceu momentos antes de sua partida. Ela me disse:

“Pai, o Travolta me chamou de bailarina !”

Isso engrandece e emociona nosso coração de pai, e como seria bom que todos dessem valor a essas pequenas mas significantes coisas da vida.
Por mais tecnologicamente conectados que estejam nossos filhos, façamos com que eles, de vez em quando, lembrem-se que são humanos, e não pedaços de carne feitos de bits e bytes !


Fever night, fever night, fever...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Em Nome do Pai...

Hannah iniciou hoje suas aulas de catecismo. Acredito que ela esteja animada, pois alguns de seus coleguinhas do colégio também estão fazendo o curso, o que é uma vantagem, pois elas se sentem estimuladas quando participam juntos de algum evento ou atividade.
Levei-a até a igreja e fomos juntos até a sala de aula. Lá ela descobriu que, da janela, é possível avistar seu colégio, o que lhe dá mais conforto e uma sensação de proximidade entre os dois mundos.
Quando perguntei-lhe como foi a aula, ela resumiu em uma palavra:

“Maneira !”

Como “maneira” é um adjetivo que pode significar várias coisas, espremi um pouco e ela disse que cada criança se apresentou, dizendo seu nome e o devido significado. Esperta como ela é, contou que o dela tem origem hebraica e significa “Ana”, nome da mãe. Que, por sinal, é um nome bíblico: Ana é nome da avó de Jesus !

Bem, para primeira aula foi pouco, mas significativo. Com o tempo ela perceberá que os ensinamentos e a palavra de Deus lhe trarão benefícios para sua personalidade ainda em formação.

Amém !

domingo, 5 de abril de 2009

O Protesto

Um dia, lá pelos idos de 2002, eu havia chegado do trabalho e estávamos nos preparando pra jantar. Ana estava dando comida pra Hannah na famosa cadeirinha de bebê e, enquanto eu a ajudava com a comida, ouvia-a ralhar com a menina. Dizia que ela não cooperava, não fazia esforço para jantar, não se mexia, era preguiçosa, etc, etc, etc...Hannah estava impassível em seu trono, como se nada a abalasse. Da cozinha eu continuava a ouvir os sermões da Ana, em alto e bom som. Continuava a cobrar da Hannah mais colaboração pra comer e se esforçar e ajudar.
De repente, como se uma inspiração repentina tivesse se apossado de seu corpo, ela proferiu a seguinte frase:

“Nem pensar !”

Talvez ela tenha dito aquilo pelo fato de já ter ouvido a mãe falar essa frase diversas vezes. Mas ela teve tanta presença de espírito que não pude fazer nada além de rir. Rir muito !
O problema foi que a Ana não ouviu essa pérola, e tive que repeti-la pra que ela pudesse compreender porque eu dava estrondosas gargalhadas na cozinha. Quando contei, ela não gostou muito, mas, no fundo, teve que prender o riso pra não perder a moral de mãe.
Acho que, a partir daquele momento, havia me tornado cúmplice de minha filha. Por diversas vezes escapamos de situações as quais a mãe não perdoaria sua atitude. Aquilo me tiraria alguns pontos como pai enérgico, mas não sou de tolerar abusos.
Ela conhece o pai que tem.

sábado, 4 de abril de 2009

Pai velho

Estava eu brincando com minha filha quando ela se levantou, como sempre faz quando quer ir ao banheiro, e solicitou:

- Pause.

"Pause?" - pensei eu com meus botões, enquanto Antonia corria com o xixi na porta. "Que fim levou o altus?". Ou seriam autus?

Meus botões também não sabem.

Um dia, na Casa da Espanha, eu tomava cerveja com pais e, principalmente, mães de coleguinhas da minha filha, enquanto as crianças se acabavam no parquinho. Duas delas, as fofas Lara e Luana, se aproximaram e me cutucaram (ou catucaram?).

- Oi, meninas...

Elas estavam paradas atrás de mim, uma ombro a ombro com a outra:

- Eu, disse a Lara, tenho um primo que se chama Rodrigo.
- Meu pai é velho, disse Luana.

As duas então saíram correndo, de volta às brincadeiras na terra.
"Você é um pai velho", comentaram os meus botões.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

O nascimento de Antonia

Assistam ao filme que editei com base nos primeiros sete dias de vida de Antonia. Ah, aparece sangue...